Horta comunitária, produção orgânica, sem saneamento: como é o acampamento 'Marielle Vive', em Valinhos

  • 17/03/2026
(Foto: Reprodução)
Vigilância Sanitária fecha farmácia de manipulação clandestina em Campinas O acampamento Marielle Vive, em Valinhos (SP), ocupa uma área de 1,3 km² — espaço equivalente a aproximadamente 180 campos de futebol. No terreno, tomado pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) desde abril de 2018, vivem cerca de 800 pessoas, segundo o movimento. Visto do alto, o acampamento é marcado por construções simples e por uma grande horta em formato de mandala, que se tornou o centro da produção de alimentos das famílias - veja no vídeo acima. A área rural que o acampamento ocupa é alvo de um impasse entre Governo Federal e o município: o ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira (PT), afirmou, nesta segunda-feira (16), que é ilegal o decreto municipal que declarou as áreas como de utilidade pública, medida anunciada após a pasta divulgar a intenção de compra de duas fazendas para regularizar as famílias. 🔎A ocupação Marielle Vive se estabeleceu em uma área na Estrada do Jequitibá, na Fazenda Eldorado, em abril de 2018, um mês após o assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, no Rio de Janeiro. Em julho de 2019, um idoso morreu atropelado após um veículo avançar sobre manifestantes. 📲 Participe do canal do g1 Campinas no WhatsApp Horta comunitária, produção orgânica, sem saneamento: como é o acampamento 'Marielle Vive', em Valinhos (SP). Reprodução/EPTV Produção para sustento e falta de saneamento A horta criada no acampamento funciona sob um sistema comunitário e orgânico, mantido pelos próprios moradores. Para muitos, ela é a principal fonte de alimento e renda. “A primeira necessidade nossa é manter a produção para atender a nossa comunidade. E depois o excedente a gente leva para as feiras”, afirmou a agricultora Sueli Moreira, que participa da produção. Horta comunitária, produção orgânica, sem saneamento: como é o acampamento 'Marielle Vive', em Valinhos (SP) Reprodução/EPTV Embora a produção agrícola avance, os moradores não têm saneamento básico e dependem de caminhões-pipa e galões para abastecimento de água. A artesã Conceição de Maria Soares, moradora desde 2018, relata a insegurança de viver em uma área em disputa, mas sonha com a regularização. “O tempo que você está aqui, e sem saber se tem certeza... E hoje tem uma resposta que você tem condição já de futuramente ter sua terra, é maravilhoso”, disse. Horta comunitária, produção orgânica, sem saneamento: como é o acampamento 'Marielle Vive', em Valinhos (SP). Reprodução/EPTV LEIA MAIS 'Marielle Vive': ministro diz que decreto de Valinhos contra assentamento é ilegal; prefeitura defende legitimidade e afirma que ação visa proteção ambiental Impasse Ao g1, o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar informou que, segundo cadastro realizado pela Superintendência do Incra em São Paulo em novembro de 2025, atualizando cadastro incial feito em maio de 2023, foram identificadas 186 famílias no Acampamento Marielle Vive. Um estudo realizado aponta que a área servirá para o assentamento definitivo de 62 famílias. A pasta defendeu que a compra da Fazenda Eldorado e do Sítio Lajeado, alvos do impasse com o decreto municipal, "é uma solução pacífica para o conflito fundiário, iniciado em abril de 2018, evitando uma crise social no município de Valinhos e na região de Campinas". A seleção dos beneficiários será por meio de edital público, e um documento prévio, publicado ainda no final de 2025, citava o cadastro de 45 famílias. Em nota, o governo disse que a previsão é que o edital para os assentamentos seja publicado ainda em março, e as inscrições ocorram entre abril e maio. As seis áreas declaradas de utilidade pública pela Prefeitura de Valinhos somam 3 km² — o equivalente a 300 campos de futebol — e estão localizadas na zona rural do município, no entorno da Serra dos Cocais, em regiões consideradas estratégicas para a preservação ambiental e a proteção de mananciais. Segundo o decreto, os terrenos ficam afastados da malha urbana consolidada, inseridos em zonas de conservação ambiental e conectados à Área de Preservação Ambiental (APA) da Serra dos Cocais, o que dificultaria a a expansão urbana e a implantação de infraestrutura de saneamento básico. O decreto também autoriza o município a iniciar processos de desapropriação, de forma amigável ou judicial, com pagamento de indenização aos proprietários. Reintegração de posse Acampamento Marielle Vive, em Valinhos Movimento Sem Terra Em meio ao impasse entre governo federal e Valinhos sobre o destino da área, a fazenda ocupada desde 2018 é alvo de ação judicial para reintegração de posse. Segundo o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP), a sentença transitou em julgado em 16 de julho de 2024, e não cabe mais recurso. "Já no cumprimento de sentença, que trata do cumprimento efetivo da ordem, foi realizada reunião com a Comissão Regional de Soluções Fundiárias em novembro de 2025. No começo de março, o Incra requereu a realização de uma nova audiência para tratar do andamento de procedimento administrativo de aquisição de área para os ocupantes. No momento, o processo aguarda manifestação do Ministério Público e, em seguida, será encaminhado à conclusão para que os pedidos sejam apreciados pela magistrada", informou, em nota, o TJ-SP. VÍDEOS: tudo sobre Campinas e região Veja mais notícias sobre a região no g1 Campinas

FONTE: https://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/noticia/2026/03/17/horta-comunitaria-producao-organica-sem-saneamento-como-e-o-acampamento-marielle-vive-em-valinhos.ghtml


#Compartilhe

Aplicativos


Locutor no Ar

Peça Sua Música

No momento todos os nossos apresentadores estão offline, tente novamente mais tarde, obrigado!

Top 5

top1
1. DO SOFÁ DA CASA

VITINHO

top2
2. SOLTEIRO FORÇADO

ANA CASTELA

top3
3. FICA LIGHT

DILSINHO

top4
4. VOU QUERER DE NOVO

THIAGUINHO

top5
5. MALICIOSA

LUDMILLA

Anunciantes